24/03/2026

Jesus rejeita o poder opressivo e despótico dos grandes sobre nações (cf. Mc 10, 42) e suas pretensões de fazerem-se chamar benfeitores (cf. Lc 21, 25), mas nunca contesta diretamente as autoridades de seu tempo. Na diatribe sobre o tributo a ser pago a César (cf. Mc 12, 13-17), Ele afirma que se deve dar a Deus o que é de Deus, condenando implicitamente toda tentativa de divinizar e de absolutizar o poder temporal.

Jesus, o Messias prometido, combateu e desbaratou a tentação de um messianismo político, caracterizado pelo domínio sobre as nações (cf. Mt 4, 8-11). Ele é o Filho do Homem que veio «para servir e entregar a própria vida» (Mc 10, 45).

Copiado da Doutrina Social da Igreja.

“… a autoridade tem sua origem no Criador. Isto não significa que alguma pessoa detenha o poder por direito divino. Deus não legitima o poder de ninguém: a função de designar e organizar a autoridade é uma função humana. Porém, ‘é desígnio de Deus que haja uma autoridade na sociedade’”

(P., 499). (Fé Cristã e Compromisso Social, p. 97)