Tempos modernos
20/09/2008
Estou lendo, para um grupo de pesquisa, um livro chamado Modernidade Líquida. A idéia central do autor é identificar a modernidade pós-revolução industrial como uma sociedade cada vez mais “liquifeita”. O liquido serve como metáfora que representa a enorme mobilidade, a velocidade das mudanças e transformações a que nos sujeitamos, em contraposição a um passado onde as mudanças eram lentas. Mas o principal não são as grandes mudanças históricas, e sim as “micro-mudanças”, as relações interpessoais, sociais, trabalhistas, etc, todas elas pautadas pelo ritmo líquido da sociedade: o que vale para hoje pode não valer para amanhã, o que valia há duas horas atrás pode não valer agora – e se vale agora, pode não valer mais daqui a meia hora. Isso é menos o que diz o autor e mais aquilo que eu compreendo.